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O VAMPIRISMO DA VIDA PÓS-MODERNA

December 4, 2011

 

Eu já reagi a assaltos com facas, já reagi a assaltos com armas, já arrumei brigas na rua, já dormi na calçada e muito provavelmente já matei um homem, bati tanto na cabeça dele que nem me importei depois que me afastei deixando-o lá desacordado. Foi ele quem começou, um tremendo idiota, tentou me assaltar, então não tenho a menor pena.

 

Pensando nisto mais racionalmente percebo que não tenho o menor medo de morrer e durante muito tempo procurei pela morte meio que sem sucesso, acho que não era a minha hora, acho que as coisas são pra ser como são, ou quando a gente procura demais por ela nos tornamos meio que imunes a certos percalços.

 

Prefiro morrer do que viver como a maioria das pessoas, do que ser parte da massa de imbecis que de geração em geração ganham cada vez menos para sobreviver e sustentar mega corporações com o custo de seus suores e anos de vida, de robôs condicionados a criar uma suposta sociedade onde tudo o que fazemos é assistir nossas vidas esvaindo-se como grãos de areias entre dedos inescrupulosos de políticos corruptos e aceitar que leis e normas nos mastiguem como urubus e abutres mordiscando carniças.

 

Prefiro ver minha vida se esvaindo em nada, prefiro estar a parte e dar risada da suposta sociedade ridícula em que eu deveria viver e me contentar, seguindo partituras pré ensaiadas que ditam como eu deveria me vestir, falar, comer ou cagar. Escarro minha escatológica filosofia barata em qualquer um porque é tudo o que eu tenho, é tudo em que acredito, é tudo o que me restou.

 

E daí que eu nunca vou ser feliz vivendo como eu vivo? Agora eu já vi toda a peça por trás da cortina, não tem mais como entrar em cena e fingir que tudo é real, fingir que eu sigo algum script quando na verdade tudo o que eu faço é improvisar.

 

Eles podem até sugar o meu sangue, mas pelo menos eu sei que ele está sendo sugado.

 

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