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DIVAGAÇÕES SOBRE CONEXÕES

August 25, 2012

 

Em Memória de Neil Armstrong

 

Quando nascemos, já chegamos conectado a algo. Nossa família. Conforme crescemos temos apenas dois caminhos a seguir, nos conectamos a mais coisas além da nossa família ou vamos perdendo conexões até não termos mais nada.

 

Acho que se eu não fosse morrer aqui, chegaria ao ponto onde não teria mais nada. Vinha trilhando um caminho perigoso, me afastando de tudo e de todos. Dinheiro já não me importava mais, bens materiais muito menos. Minha humanidade ia escorrendo do meu corpo aos poucos, como se fosse tirada de mim por um conta-gotas. Olhava as pessoas na rua e não sentia nada, não tinha vontade de conversar, de interagir ou de fingir que era parte de alguma sociedade que não me dizia respeito. Estava me perdendo, agora eu consigo enxergar, estava deixando que minha alma me deixasse.

 

Conheci Rachel há pouco tempo e achei que ela seria minha salvação, mas eu estava errado em dar tamanha responsabilidade nas mãos de uma única pessoa. A responsabilidade tinha que ser minha. Consigo ver agora que se eu tivesse continuado lá embaixo ela não teria me salvado, talvez eu tivesse tragado sua alma para o buraco junto com a minha. Pobre Rachel. Temos sorte, você e eu. Agora eu consigo ver que não foi nossa conexão que me salvou, mas foi o meu afastamento de tudo no espaço que fez isso. Só agora que eu estou longe de tudo é que estou conectado de novo com a essência das coisas.

 

Para nos conectarmos ao mundo, amar o próximo, nutrir compaixão e fazermos parte de um todo é preciso primeiramente estar conectado a si mesmo. Mesmo aqui tão longe de tudo ainda não estou desconectado de tudo, pois tenho a mim mesmo para me conectar. Somente quando você consegue se entender consigo mesmo, saber quem realmente é, seus sonhos e desejos é que você estará disposto a dar um passo a frente e estar realmente conectado ao mundo como ele deve ser.

 

Agora, que estou afastado de tudo, é o momento em que eu nunca estive tão conectado a tudo e a todos que estão naquele planeta. Posso sentir as tristezas e felicidades, posso sentir como uma folha se sente ao ser carregada por uma brisa suave de primavera, sinto fome e fartura ao mesmo tempo e principalmente sinto o gosto salgado das lágrimas que escorrem agora pela pele macia da Rachel enquanto ela pensa em mim aqui em cima pensando nela.

 

O mundo é como uma enorme teia de aranha, onde tudo está conectado. Se Deus tiver alguma forma, com certeza é a de uma enorme aranha, puxando seus fios, ligando tudo em um complexo quebra cabeças. Conectando e desconectando. Tecendo novos caminhos em fios quase invisíveis.

 

Estou feliz por estar conectado agora.

 

Estou feliz porque consigo ver os fios quase invisíveis e me espanta como quase ninguém consegue vê-los. Porque agora que eu realmente parei para prestar atenção, eles são enormes e impossíveis de se ignorar. É só realmente abrir os olhos que eles estarão ali.

 

Abra os olhos!

 

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