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DIVAGAÇÕES SOBRE A INFÂNCIA

November 5, 2012

 

A infância foi a melhor época da minha vida, parece ter sido tudo perfeito, não tenho nenhuma reclamação sobre esta época.

 

Lembro-me ainda pequeno, assistindo “Com 007 Só Se Vive Duas Vezes”, logo no começo do filme uma nave espacial é seqüestrada pela organização criminosa S.P.E.C.T.R.E. e um astronauta fica a deriva no espaço... Assim como eu. Lembro-me de imaginar o que aconteceria com aquele astronauta quando assisti ao filme, estranho eu não ter lembrado desta cena até agora. Sou quase um personagem figurante de um filme do espião inglês, mas agora já não existe Guerra Fria e meu foguete não foi seqüestrado pelo megalomaníaco Blofeld.

 

Minha infância foi assim, com muita fantasia. Filmes, histórias em quadrinhos, livros, brincadeiras, sonhos e diversão. Toda criança deveria ter uma infância como a minha.

 

A maioria das outras crianças tinham medo de monstros e de personagens de filmes de terror, mas eu sempre fui diferente. Eu tinha medo do E.T., é, aquele mesmo do dedo comprido e brilhante. Sempre tive asco daquele carinha. Lembro-me que tinha vergonha de dizer que tinha pânico dele e minha mãe ao achar que eu tinha gostado do filme me comprou um boneco. Foi o trauma que mais durou na minha vida, de noite eu tinha que esconder aquele boneco pra não ficar imaginando que ele estava ali a me espreitar no quarto escuro. Acho que não existe no cinema bicho mais nojento, escroto, feio e asqueroso que o E.T.

 

Minha irmã é a que tinha a imaginação mais fértil, mentia para os amigos que sua cama era mágica e viajava em lugares dignos de um livro do Roald Dahl. Alguns amigos dela acreditavam e ficavam a lhe fazer perguntas por horas a fio. Mais engraçado foi quando meu primo entrou na dela e também ficou a inventar aventuras que passou viajando naquela cama e seus amigos passaram a acreditar mais ainda com outra pessoa corroborando a história.

 

Nunca quis que minha infância acabasse, talvez esta seja a minha maior dificuldade, devo sofrer de Síndrome de Peter Pan. Não quero crescer, resisti até o último minuto. Fugi de responsabilidades como o Diabo foge da cruz. Ser astronauta tinha muito mais haver com sonhos de infância do que com as responsabilidades que a profissão exige. Não queria ser um astronauta de um filme do Kubrick, queria ser um astronauta tipo Bucky Rogers ou Flash Gordon.

 

A verdade é que a profissão de astronauta é um saco.

 

Acho que se eu não fosse morrer agora, teria desistido de ser astronauta num futuro bem próximo.

 

Mesmo agora, vagando no espaço, o menino dentro de mim sonha com a possibilidade de um resgate por uma nave Klingon ou ser pego por um Raio Zeta de Sardath que me transporte para os confins do universo para o planeta Rann.

 

Sorrio com a possibilidade disto acontecer, eu sei que não vai acontecer, mas o menino dentro de mim olha para as estrelas ainda fascinado sonhando com as milhares de possibilidades de uma nova e última aventura. 

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