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MOBY

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Vitor havia perdido o show do Moby em 2005, estava sem grana, casado e cortando despesas, mas desta vez tinha pagado no cartão de crédito e iria de qualquer jeito. Gostava do Moby desde o lançamento do álbum Play em 1999, foi só depois que ele descobriu que ele era um descendente direto do escritor Herman Melville, o compositor só foi subindo em seu conceito desde então.

 

Iria até o Credicard Hall em São Paulo de transporte público, iria precisar de várias baldeações entre ônibus, metrô, trem e ônibus de novo para chegar lá. Era o dia 23 de abril de 2010, uma sexta feira, saiu com tempo de sobra de sua cidade, chegou em São Paulo e pegou o metrô na hora do rush. Eram milhares de pessoas espremidas, Vitor tentava ir em uma direção e a multidão arrastava ele para outro lado, seus pés nem chegavam a tocar no chão, era surreal. Nunca viu tanta gente na vida quando pegou a linha lilás do metrô, de lá foi a pé até o local do show. Chegou umas duas horas antes, só tinha ele e mais duas pessoas esperando, uma garota jornalista que chamava Ticiana que deve estar em seus contatos no Facebook até hoje e um cara de cabelo comprido chamado Rosano (Quem diabos colocava o nome do filho de Rosano afinal?).

 

- Posso tirar uma foto com você? – disse o cara de cabelo comprido puxando assunto.

 

- Porque diabos você quer tirar uma foto comigo?

 

- É, que... Cara! Não fique bravo nem nada, eu tomaria como um elogio – Vitor se preparou para alguma piada sem graça – mas você é a cara do Thom Yorke.

 

Essa história de novo. Não era a primeira pessoa e nem viria a ser a última que diria isso para ele, já estava acostumado, mas nunca tinham pedido para tirar uma foto com ele por causa disso. Vitor tirou a foto com o cara de bom grado e ficaram conversando, a garota chegou junto e formaram um grupinho. Quando a casa de show abriu já tinha mais gente do lado de fora, mas Vitor e seus novos amigos conseguiram pegar um lugar na grade... pra trás da área VIP. Vitor odiava esses shows com área VIP, era só uma desculpa pra enfiarem a faca nos ingressos, mas dali onde estavam conseguiriam ver o show muito bem.

 

Moby entrou tocando o sucesso Extreme Ways, seguida de Mistake e In My Heart. O show prometia ser ótimo com uma sequencia de músicas imbatíveis. Na frente de Vitor, na pista VIP, tinha uma garota dançando que parecia a Natalie Portman. Lá pro meio do show, depois de tocar Flower, surpreendeu a galera tocando Walk On The Wild Side do Lou Reed, nada mais justo um típico nova iorquino tocando o hino da cidade. Depois do cover veio Natural Blues profetizando coisas que ainda aconteceriam com Vitor naquele ano de 2010:

 

Went in the room

Didn't stay long

Looked on the bed

And brother was dead

 

O Show seguiu conforme o esperado, com direito ainda a um cover do Led Zeppelin, não tocou a música preferida de Vitor, At Least We Tried, o que foi bom já que lembrava de Elise com esta música. Teve momentos em que ver a cover da Natalie Portman dançando já fez o show valer como um bônus.

 

Encerrando o show, ligou para Beatriz contando tudo, pegou um táxi com os dois novos amigos e foram para a Av. Paulista, já que passava da meia noite e não teria como ir embora antes das cinco da manhã. Foram comer uma comida mexicana no Tollocos, Vitor ama aquele restaurantezinho na Rua Augusta e sempre que pode come lá, ficaram batendo papo na rua até às cinco horas da manhã quando os metrôs começaram a funcionar e Vitor pode voltar para sua cidade morto de cansado e com o eletrônico do Moby pulsando nos tímpanos.

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