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ROTH, UM PEDACINHO DE MIM

May 23, 2018

 

Bem, perdi mais um ídolo.

 

Philip Roth vinha nesses últimos anos se tornando quase tão importante quanto Hemingway para mim, faleceu ontem, no dia do aniversário do meu pai.

 

Este podia ser um daqueles textos tristes, igual quando o Lou Reed ou o David Bowie morreram, mas não acho que um texto triste caiba aqui na morte do Roth. Talvez porque esteja vivendo outra fase da minha vida, talvez porque sua obra tenha me amadurecido mais do que eu havia percebido, talvez porque a morte simplesmente tenha se tornado natural para mim.

 

Hoje eu acordei mais cedo que o usual para ir ao banheiro, fazia um baita frio, não conseguia mais dormir e fiquei na cama pensando nas coisas da vida. Recebi a notícia da morte do Roth por uma mensagem da minha melhor amiga pelo Whatsapp,  menos de um minuto depois veio outra mensagem pessoal que me fez ganhar o dia... não tinha espaço para tristeza mais durante o dia.

 

O Complexo de Portnoy está aqui do meu lado já fazia alguns dias para começar a leitura.

 

Indignação foi o primeiro livro que li dele, e já ali percebi que era este tipo de escritor que eu queria ser, era sobre o que ele contava que eu queria escrever.

 

Lembro que minha avó morreu exatamente enquanto eu lia David Kapesh contando sobre a morte de sua mãe, momento extremamente marcante do livro O Professor do Desejo de Roth. Foi o segundo livro que li dele.

 

Quando li Homem Comum, consegui me ver exatamente ali, é como se Roth havia escrito um livro sobre mim, profetizando como seria meu fim. Me ajudou a ser algo diferente a partir daí, mudar com meus erros para não me tornar a pessoa amarga que eu estava virando.

 

Depois foram vindo mais livros dele, devoro rapidamente qualquer um que eu pegue.

 

Então vai ser um texto de agradecimento por uma vida que se encerrou e que foi plena na sua totalidade.

 

Roth, muito obrigado por tudo!

 

Obrigado por ser parte da transformação de quem eu era para quem eu sou.

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