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OS MUROS QUE CONSTRUÍMOS

February 27, 2018

 

Tariq conheceu Sirah há muito tempo atrás, foi um amor à primeira vista e isto já faz algum tempo. Tiveram uma história juntos, um amor que ele não conseguiu superar, já não se lembra mais há quanto tempo ela se foi.

 

Tariq construiu muros enquanto viveu com ela, assim como ela construía muros, eram tantos muros que Tariq nem conseguiria lembrar quantos tijolos foram necessários para construir todos. O primeiro muro que Tariq construiu se chamava Insegurança, depois veio o muro que se chamava Ciúmes, o terceiro muro batizou de Carência e foi assim durante anos. Sirah também se empenhava bastante na construção de seus muros, o primeiro chamou de Religião, o segundo de Intolerância e o terceiro se chamava Seu Dramalhão Idiota.

 

Teve um dia que Tariq percebeu que os muros que ambos construíam deixavam-nos cada vez mais distantes um do outro e este fato o deixou triste, tinha que pular muros demais para estar com ela, enquanto ela ficava esperando por ele atrás de todos esses muros, tanto os dele quanto os dela. Tariq ficou de saco cheio e começou a destruir todos os seus muros com uma picareta, derrubou todos, colocou todos no chão, fez pó de todos eles.

 

Sirah estava tão acostumada a levantar muros que não entendia mais o namorado, porque derrubar os muros?

 

Tariq então resolveu derrubar os muros dela, mas toda vez que derrubava um, percebeu que havia outro igual e de mesmo nome já construído por ela. Ele virou uma máquina de destruir muros e ela virou uma máquina de construir eles.

 

– De que adianta destruir o muro chamado Religião se você não acredita no Deus Fungo? – dizia ela confusa.

 

Ele destruía mesmo assim, e sempre um muro novo estava atrás do derrubado.

 

Tariq chorou.

 

Enquanto Tariq chorava ela levantava mais muros até que ele não mais a enxergava, não mais a ouvia, não mais a sentia.

 

Tariq sentou-se e ficou sozinho, os muros eram só o que ela sabia fazer e assim ele ficou. Hoje Tariq toca sua bateria como se martelasse um muro com picaretas, como se ainda pudesse quebrar os muros sozinho, mas ele percebeu com muita dor que sozinho ninguém quebra muros.

 

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